Recetores Sensoriais
Quimiorrecetores, fotorrecetores e mecanorrecetores: como cada classe de recetor sensorial converte um tipo específico de energia num sinal elétrico que o sistema nervoso consegue interpretar.
Publicado em 14 de julho de 2020 por Miguel Vieira

Os recetores sensoriais são especializados na conversão de um tipo específico de energia estimulante em sinais elétricos. Classificam-se como quimiorrecetores, fotorrecetores ou mecanorrecetores, dependendo do tipo de energia que os ativa, e transformam essa energia num sinal elétrico transmitido ao longo de vias que servem uma única modalidade sensorial.

- As células ciliadas olfativas respondem a moléculas químicas presentes no ar. Os cílios olfativos, na superfície da mucosa, ligam-se a moléculas odoríferas específicas e despolarizam o nervo sensitivo através de um sistema de segundo mensageiro. A frequência de disparo sinaliza a concentração do odorante no ar inspirado.
- Os bastonetes e os cones da retina respondem à luz. O segmento externo de ambos os tipos de recetor contém o fotopigmento rodopsina, que altera a sua configuração ao absorver luz de comprimentos de onda específicos. A estimulação do cromóforo pela luz reduz a concentração de monofosfato cíclico de guanosina 3′, 5′ (cGMP) no citoplasma, fechando canais catiónicos e, dessa forma, hiperpolarizando o fotorrecetor.
Excerto de: Kandel, Eric. “Principles of Neural Science”, 5.ª Edição


